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Governo coloca data de edital do BRT para fim de junho e ainda espera saldo da Caixa

08 Mai 2021 - 15:13

Mikhail Favalessa e Andhressa Barboza

OGoverno do Estado adiou em um mês a data inicial prevista para o lançamento do edital do Bus Rapid Transit (BRT), em substituição ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande. A nova data, de final de junho, foi relevada pelo engenheiro de transportes da Secretaria de Estado de Infraestrutura Rafael Detoni, um dos responsáveis pelo projeto do BRT.

 
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Engenheiro da Sinfra Rafael Detoni afirmou que o edital do BRT deve sair no final de junho

O governador Mauro Mendes (DEM) ainda tenta utilizar os R$ 193,4 milhões restantes do empréstimo para o VLT com a Caixa Econômica Federal para a obra do BRT. A autorização para uso desse recurso passa também pelo Conselho Curador do FGTS, que foi quem garantiu o empréstimo do modal que Mauro resolveu abandonar.

"A gente não está aguardando Brasília para a decisão se segue ou não com VLT. A decisão está tomada, o governador falou: vai ser BRT. O que está aguardando é o seguinte: consigo aproveitar o saldo que está lá ou não. Nós estamos terminando ele, até o final de junho sai edital, termo de referência, anteprojeto, planilha de custos, sai tudo", afirmou Detoni nesta sexta (7).

Em dezembro de 2020, Mauro anunciou a decisão pelo BRT e disse na ocasião em coletiva de imprensa que o edital seria lançado em maio de 2021. Uma “solução” para a questão do VLT, que tem obra parada desde 2014 e que o governo já rompeu o contrato com o consórcio formado pelas empresas CR Almeida S/A Engenharia de Obras, CAF Brasil Indústria e Comércio S/A, Santa Bárbara Construções S/A, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda, foi promessa de campanha de Mauro na eleição de 2018.

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Bus Rapid Transit deve ser o modal de transporte escolhido para Cuiabá e Várzea Grande

Quando anunciou a escolha do BRT, Mauro disse que a obra não dependia dos recursos federais e que o governo teria dinheiro para concluir o modal de transporte. Hoje, Detoni evitou entrar na questão orçamentária e se limitou a afirmar que quem diz se há recursos ou não é o governador e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), sob Rogério Gallo.

A escolha do modal foi feita sem participação das prefeituras de Cuiabá e de Várzea Grande. O prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), entrou com ação civil pública na Justiça Federal para obrigar o governo a fazer audiências e consultar sua gestão, e foi atendido em 17 de março. O Executivo abriu consulta pública dos documentos que embasaram a decisão e realizou audiência nesta sexta.

“A gente tem convidado, tem chamado formalmente, Várzea Grande tem se manifestado e participado das agendas, Cuiabá, até agora, não. A gente está fazendo o projeto, tem buscado o contato com todo mundo, e Várzea Grande está sentando à mesa para discutir, Cuiabá ainda não. Em algum momento isso vai acontecer, de forma muito natural”, pontuou Detoni.

O engenheiro ressaltou que a audiência pública seria importante para “provar por A + B que a melhor solução é o BRT”.

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