Domingo, 28 de fevereiro de 2021
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Permínio Pinto entrega suposto esquema de caixa 2 envolvendo Wilson Santos

23 Fev 2021 - 10:24

Por: Redação Muvuca Popular redacaomuvuca@gmail.com

Oex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, entregou um suposto esquema de caixa 2 envolvendo o atual deputado estadual Wilson Santos (PSDB). Toda a situação exposta pelo então homem de confiança do parlamentar, teria ocorrido no ano de 2008, quando o político tentava se reeleger para a prefeitura da Capital.

De acordo com os documentos apresentados pelo delatado, há uma planilha que se tem o pagamento de despesas não contabilizadas após o período eleitoral, com montantes que variam de R$ 10 mil a R$ 1,4 milhão. O arranjo apresentado por Permínio também envolve cerca de 20 empresas que naquela época possuíam contrato com a cidade e que teriam utilizado empréstimos do Banco Industrial e Comercial S.A. (BicBanco) para serem concretizadas.

Para realizar o suposto caixa 2, de acordo com a delação de Permínio, o próprio deputado teria feito uma orientação para que fosse arrecadado o dinheiro junto às empresas que prestavam serviços à prefeitura naquela época. Depois de ocorrido o pleito municipal, essas empresas teriam feito empréstimos junto ao banco citado, que com autorização da gestão, informava sobre os créditos que cada uma tinha a receber da Capital.

Para quitar os empréstimos, as empresas receberiam valores da prefeitura em forma de pagamentos aos seus contratos em vigência, segundo o delator.

Ainda, para poder “coordenar” toda essa situação, o delatado destacou até que precisou abrir mão da eleição que iria disputar como vereador pela cidade. Porém, nessa época, o motivo dado foi “em razão do compromisso político partidário que sempre manteve com o PSDB”.

Há vários documentos entregues pelo delatado que podem ajudar a comprovar todo o fato apontado como caixa 2. Todos esses foram apresentados através de uma decisão homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017 e o inquérito foi aberto dois anos depois, em 2019.

Sobre o caso, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu mais 90 dias para se manifestar após o prazo ter esgotado, o que ocorreu em janeiro deste ano.

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