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Governo diz que aguarda retorno de acusado para tomar providências

14 Jan 2021 - 12:20

LISLAINE DOS ANJOS DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que aguarda o fim das férias do presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), Marcos Catão Dornelas Vilaça, para tratar sobre o episódio de assédio sexual no órgão.

 

Vilaça foi acusado do crime por uma ex-servidora do órgão, de 19 anos. O caso teria ocorrido em novembro do ano passado, mas veio à tona na segunda-feira (11).

 

Segundo Mendes, o presidente do órgão deverá prestar esclarecimentos na próxima semana.

 

“Ele está de férias, portanto está afastado. Ele retorna na segunda-feira e terá oportunidade de se explicar. Dependendo do que conversar com algumas áreas técnicas do Governo, a decisão será tomada”, disse.

 

“Providências sempre serão tomadas, mas nunca ao arrepio da lei e daquilo que é correto. As pessoas serão ouvidas, há um inquérito aberto e será apurada a verdade”, acrescentou.

 

Providências sempre serão tomadas, mas nunca ao arrepio da lei e daquilo que é correto. As pessoas serão ouvidas, há um inquérito aberto e será apurada a verdade

O governador salientou que, apesar das cobranças sobre o caso – como da primeira-dama Virgínia Mendes e da deputada estadual Janaina Riva (MDB), feitas nas redes sociais – não tomará decisão “sem ter clareza dos fatos”.

 

“Não é porque alguém denunciou alguém ou porque alguém falou. Nós vamos verificar os fatos e tem áreas do Governo para fazer isso. Isso está sendo feito. A verdade será apurada e as responsabilizações serão realizadas”, afirmou.

 

“Massageou o pênis”

 

A jovem registrou um boletim de ocorrência, onde afirmou que foi convidada a ser assessora de Vilaça quando ele assumiu o cargo de presidente.

 

A jovem relatou que executava atividades que não compreendiam suas funções como servidora e, no dia 12 de novembro do ano passado, ao entrar na sala para repor garrafas de água, passou a ser assediada pelo presidente.

 

 A ex-servidora relatou que o presidente disse que "ela não precisava ficar de máscara [contra a Covid-19] na sala dele e, enquanto falava e olhando para a vítima, passou a massagear o pênis por cima da calça". 

 

A jovem disse, ainda, no documento que ficou quem “choque”, mas mesmo assim foi trabalhar no dia seguinte. Porém, ao contar a situação para seu pai, ele a orientou a pedir exoneração e registrar o B.O. A exoneração da jovem foi publicada no Diário Oficial um mês depois. 

 

O presidente, por sua vez, negou a acusação. Ele disse que está com "a consciência limpa" e que sempre agiu com respeito.

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